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Visto americano para autônomos: principais perguntas respondidas

    Visto americano para autônomos

    Entenda as principais questões que envolvem o processo de visto americano para autônomos!

    Provavelmente, nenhuma outra categoria de profissionais apresenta tantas dúvidas sobre o processo de visto americano como os autônomos.

    Isso porque, bem sabemos, ser autônomo no Brasil tem suas particularidades.

    O mais difícil parece ser o fato de que, comparando-os com profissionais que trabalham regularmente para alguma empresa, os autônomos precisam providenciar de forma independente toda a documentação comprobatória de seu vínculo empregatício, algo que pode gerar muita insegurança.

    Pensando nisso, preparamos esse texto buscando responder as principais dúvidas referentes ao processo de visto americano para autônomos.

    Esperamos que você possa tirar proveito destas informações.

    Boa leitura!

    Existe um processo de visto americano exclusivo para autônomos?

    Essa talvez seja a primeira dúvida a respeito do processo de visto para autônomos.

    Respondendo-a objetivamente: não, não há um processo de visto exclusivo para autônomos.

    O processo de visto é idêntico ao dos demais solicitantes, uma vez que a forma de atuação profissional, neste caso, não implica nenhum processo específico.

    Como é o processo de visto americano para autônomos?

    Autônomos devem seguir os mesmos passos que praticamente qualquer cidadão brasileiro deve seguir para solicitar o visto americano:

    1. Preencher o formulário DS-160
    2. Pagar da taxa de emissão (MRV)
    3. Agendar as entrevistas presencias
    4. Comparecer à primeira entrevista (CASV)
    5. Comparecer à segunda entrevista (Consulado Americano)

    Naturalmente, estas etapas aplicam-se àqueles que já possuem um passaporte válido. Caso o solicitante não possua, é preciso solicitá-lo junto à Polícia Federal antes de iniciar o processo de visto.

    O que será levado em consideração no processo para autônomos?

    Uma vez que o autônomo seja o pagante da própria viagem, poderíamos resumir seu processo em três critérios principais:

    1. Renda

    Este é um critério muito importante que, para o Consulado, representa a capacidade financeira do solicitante em se manter nos Estados Unidos.

    Portanto, quanto maior for a renda mensal do solicitante, melhor ele estará avaliado neste quesito.

    É importante notar que, diferentemente do processo de solicitação de visto para outros países, no DS-160 não há espaço para inserir informações referentes ao patrimônio pessoal.

    Assim, a renda mensal adquire um peso ainda mais significativo, sendo o parâmetro mais importante da análise financeira do perfil.

    Aqui, porém, nada há de diferente em relação às solicitações de outros tipos de profissionais.

    2- Vínculo empregatício

    Neste critério talvez se resuma a grande dificuldade que a maioria dos autônomos têm com o processo de visto americano.

    Isso porque, diferentemente de um empregado CLT, por exemplo, o vínculo empregatício do autônomo pode parecer um tanto instável.

    Quer dizer: se o solicitante é autônomo, o que o impediria de fechar sua empresa imediatamente e mudar de país?

    É tentando responder esta pergunta que se percebe a importância do critério para o Consulado, uma vez que ele representa a necessidade de que o solicitante retorne ao Brasil em razão de seu emprego.

    Portanto, o solicitante tem de demonstrá-lo ao Consulado, tão bem quanto seja possível.

    Caso o solicitante tenha uma loja física, é algo excelente; caso tenha um CNPJ aberto há muitos anos, também contará vários pontos a seu favor.

    Em alguns casos, contudo, este tipo de comprovação não é possível, justamente porque, hoje, há uma série de profissões que não envolvem estabelecimentos físicos ou comparecimentos presenciais, e concedem liberdade total ao profissional para que mude de residência, altere horários de trabalho, e por aí vai.

    Nestes casos, o vínculo empregatício tenderá a ser fraco no perfil do solicitante; embora, obviamente, não signifique que o visto será negado.

    3- Vínculos familiares

    Tal como para qualquer outro tipo de solicitante, os vínculos familiares são avaliados no processo de autônomos.

    Muitas vezes, este critério adquire maior importância no caso de autônomos, e confere ao perfil uma espécie de compensação ao critério anterior, quando este último é fraco.

    Vínculos familiares, ao Consulado, costuma significar o seguinte: o solicitante possui dependentes no Brasil? Mora com familiares ou sozinho? Tem filhos, marido, esposa ou pais vivendo no Brasil?

    Este tipo de pergunta geralmente se refere ao significado do critério para o Consulado, que pode ser resumido no seguinte: as raízes do solicitante estão no Brasil?

    O que dizer na entrevista se eu for autônomo?

    Esta pergunta é muito comum e, às vezes, surge naqueles que jamais fizeram o processo de visto americano.

    Poderíamos respondê-la assim: você tem, simplesmente, de responder com sinceridade aquilo que o agente consular perguntar.

    Já fizemos um artigo abordando detalhadamente as principais perguntas da entrevista, mas, no caso de autônomos, o grande diferencial da entrevista é que talvez seja mais difícil explicar e comprovar a situação empregatícia.

    Em primeiro lugar, quando o agente consular pergunta “O que você faz?”, ele quer confirmar se você responderá algo condizente com o que foi informado no DS-160.

    Em segundo lugar, ele quer saber, efetivamente, como você ganha dinheiro e qual o tipo de trabalho que você executa.

    Assim, as melhores respostas são aquelas claras, diretas, e que especifiquem bem a ocupação.

    Para exemplificar, abaixo uma resposta que soaria ruim:

    “Sou freelancer, faço uns serviços digitais.”

    Este mesmo solicitante responderia bem melhor da seguinte maneira:

    “Sou designer e faço peças gráficas para diversas empresas. Atendo como freelancer, e tenho contrato com as empresas X e Y.”

    Com este exemplo, fica claro o tipo de resposta ideal.

    O autônomo precisa levar documentos para a entrevista?

    Esta é outra pergunta muito comum, que é impulsionada pelo fato de que o Consulado não fornece uma lista padrão de documentos que serão exigidos na entrevista.

    Também se há de notar que, em muitos casos, o agente consular não solicita documento algum, além do passaporte e da página de confirmação do DS-160.

    Portanto, surge a dúvida: o autônomo precisa levar documentos? Quais?

    A verdade é que, embora não haja uma lista oficial, o agente consular poderá solicitar comprovações a respeito de qualquer informação fornecida pelo solicitante.

    Por isso, é prudente responder que sim, o autônomo precisa levar documentos para a entrevista.

    Isso porque, caso solicitado, ele terá em mãos aquilo que o agente consular pedir. Nestes casos, não conseguir comprovar aquilo que foi solicitado poderá significar uma negativa.

    Resumidamente, os documentos que mais convêm providenciar são relativos à comprovação de renda, vínculo empregatício, vínculos familiares (os três critérios que já ressaltamos anteriormente) e escolaridade.

    O autônomo precisa declarar Imposto de Renda para conseguir o visto?

    Esta pergunta talvez seja a mais espinhosa entre todas, e tentaremos respondê-la com sinceridade.

    De início, poderíamos dizer que não, o autônomo não precisa obrigatoriamente declarar Imposto de Renda para conseguir o visto.

    Para comprová-lo, poderíamos citar muitos exemplos de solicitantes que fizeram o processo conosco.

    Contudo, respondendo desta maneira, fica a parecer que declarar ou não Imposto de Renda é irrelevante no processo, e isso, sem dúvida, não é.

    Em primeiro lugar, o mais óbvio é o seguinte: a declaração de Imposto de Renda é, entre todos, o documento mais seguro e confiável que o solicitante brasileiro poderá levar à entrevista para comprovar sua renda.

    Ela é, sem dúvida, o melhor documento para este tipo de comprovação. Os agentes consulares estão acostumados com ela e, caso solicitem comprovação de renda, a declaração será o documento que mais os satisfará.

    Aqui, percebe-se facilmente que, caso solicitem comprovação de renda, fornecer outros documentos podem não passar uma boa impressão.

    Contudo, voltamos ao início da pergunta: o Consulado não é a Receita Federal, declarar Imposto de Renda não é obrigatório para conseguir o visto; contudo, é um fator que pode pesar na solicitação.

    Ser autônomo influencia na aprovação ou negativa do visto?

    Para finalizar, esta outra pergunta que é um tanto frequente.

    Respondendo-a numa palavra: sim, ser autônomo influencia na aprovação ou negativa do visto; mas isso equivale a dizer que a ocupação exercida tem influência no processo.

    Se esta pergunta adquirir o sentido de “apenas por ser autônomo, o meu visto será aprovado ou negado?”, a resposta é obviamente não.

    São muitos fatores que influenciam uma aprovação ou uma negativa, e a ocupação é apenas um deles (relevante, mas apenas um).

    Ser autônomo ou não, afinal, diz respeito apenas à modalidade do trabalho exercido, e muito mais importante do que esta é o trabalho tratar-se ou não de uma ocupação real que dá ao solicitante condições financeiras de visitar os Estados Unidos e exige seu retorno após a viagem.

    Sendo capaz de comprová-lo, o solicitante não tem de se preocupar.

    Conclusão

    Ficamos por aqui!

    Esperamos que você tenha gostado de nosso artigo e tirado suas dúvidas sobre o processo de visto americano para autônomos.

    Caso tenha interesse em iniciar o processo de solicitação de visto conosco, sinta-se à vontade para nos contatar.

    Um abraço e até a próxima!