Saiba se viagens internacionais podem facilitar a obtenção do visto americano de turismo, e o quanto elas podem ajudar!
Muitas pessoas, mesmo aquelas desfamiliarizadas com o processo de solicitação do visto americano, já ouviram dizer que viagens internacionais podem contribuir com o processo.
Será mesmo?
Neste texto, tentaremos esclarecer de maneira direta se ter viagens internacionais na bagagem realmente ajuda, em que sentido, e quanto.
Esperamos que as informações sejam úteis para você.
Boa leitura!
Conteúdo da postagem
Como o histórico de viagens influencia o pedido de visto
No processo de solicitação do visto americano, todo solicitante tem de preencher um formulário, chamado DS-160, e submetê-lo ao Consulado Americano.
Através deste formulário, agentes consulares analisam as informações do solicitante e delineiam o que comumente chamamos de “perfil”.
O perfil do solicitante é, resumidamente, o conjunto de indícios que permitem ao Consulado avaliar quem é a pessoa que pede o visto, como ela vive, quais são seus vínculos e quão coerente é sua motivação.
Já se percebe que, para traçá-lo, o Consulado adota critérios, como a situação profissional e financeira do solicitante, seus laços familiares, antecedentes criminais, entre outros.
Um desses critérios é o histórico de viagens. E é fácil entender o porquê.
Quando o requerente já viajou para outros países, especialmente aqueles que possuem controle migratório rigoroso, o Consulado Americano tem mais elementos para supor que a pessoa respeita normas de entrada e saída.
Tal histórico sugere menor risco de permanência irregular — um dos pontos centrais na análise do visto B1/B2 (turismo e negócios temporários).
Contudo, ter feito viagens internacionais não é garantia de visto aprovado; há destinos mais e menos relevantes, e outros fatores são levados em consideração.
Quais viagens têm mais peso no processo de avaliação do visto
Nem toda viagem internacional tem o mesmo peso no processo de visto americano.
Em primeiro lugar, no DS-160 há espaço para mencionar somente viagens realizadas nos últimos cinco anos; portanto, a relevância é claramente conferida a viagens recentes.
Depois, no caso de brasileiros, há alguns pontos a se considerar.
Viagens internacionais feitas a países da América do Sul contam muito pouco: tais países não exigem vistos de brasileiros (em muitos casos, não exigem nem um passaporte), e a entrada é muito facilitada, seja pela menor burocracia, seja pelo custo da viagem.
Em viagens para outros continentes, a situação já muda bastante.
Primeiramente, pelo maior custo, o que é evidência mais clara de poder aquisitivo.
Depois, porque costuma haver um controle migratório mais rigoroso.
Se o solicitante já se submeteu a um processo de visto e foi admitido num país como o Japão, o Reino Unido ou a Austrália (para citar apenas alguns exemplos), isso será algo que agregará mais confiança ao seu perfil.
Permanências documentadas, turismo comprovado e retorno pontual ao país de origem reforçam a ideia de que o solicitante respeita prazos e leis.
Viagens anteriores como prova indireta de intenção de retorno
No processo do visto americano, quase tudo é avaliado de forma indireta.
Ao Consulado, não é possível obter garantias formais de que um alegado turista é verdadeiramente um turista; mas é possível obter sinais de comportamento passado que permitam inferir condutas futuras.
Nesse contexto, viagens internacionais anteriores funcionam como uma evidência de intenção de retorno, e evidência de que o solicitante está acostumado a fazer turismo.
Ao sair do país, cumprir o período autorizado e regressar dentro do prazo, ele demonstra, na prática, que não utiliza o turismo como pretexto migratório.
Naturalmente, um número maior de países visitados tende a fortalecer ainda mais esse perfil.
O contraste entre primeiro pedido e pedidos subsequentes
Para solicitantes que nunca viajaram ao exterior, o pedido de visto americano é avaliado quase inteiramente com base em vínculos internos: trabalho, renda, família, estudos, etc.
Já para quem possui histórico internacional, o consulado passa a dispor de um segundo eixo de análise: o comportamento migratório prévio.
Isso altera significativamente a leitura do perfil.
Em pedidos subsequentes, especialmente após viagens internacionais recentes, o solicitante passa a ter esse fator ao seu lado: ele passa a ser alguém que já foi testado por outros sistemas migratórios.
Assim, cada viagem bem-sucedida reduz o grau de incerteza do Consulado, o que sem dúvida é algo que conta pontos a favor.
Vale a pena fazer uma viagem internacional antes de pedir o visto americano?
Finalmente, esta é a pergunta que pode surgir após o que ficou dito.
E a resposta é que sim, fazer uma viagem internacional tende a contribuir para o pedido de visto americano.
Contudo, deixemos claro alguns pontos importantes.
Em primeiro lugar, o que já dissemos: uma viagem ao Paraguai não terá a mesma relevância para o Consulado que uma viagem à França ou à China.
Em segundo lugar, o seguinte: embora uma viagem internacional possa ajudar no processo, ela não é, de forma nenhuma, necessária para a aprovação.
Isso significa que, caso você nunca tenha viajado ao exterior, não se preocupe: é perfeitamente possível obter o visto americano sem um histórico internacional, e escolher os Estados Unidos para a sua primeira experiência no exterior.
Viagens internacionais são, sim um dos critérios avaliados pelo Consulado no pedido de visto; mas não são, nem de longe, o critério mais importante.
Portanto, se você tiver a oportunidade de fazer uma viagem internacional antes de pedir o visto americano, é interessante que você a faça; mas não há necessidade de que você mude o seu planejamento, ou force uma outra viagem apenas para melhorar o seu perfil.
Conclusão
Ter um histórico de viagens internacionais bem documentado tende a contribuir com a obtenção do visto americano de turismo, pois sinaliza respeito às regras migratórias e fortalece a imagem de um turista real.
Ainda assim, não se trata de uma exigência incontornável, nem de uma garantia de aprovação.

Assessoria especializada em visto americano e viagens internacionais.
